terça-feira, 30 de agosto de 2011

Há coisas que nunca podem chegar a ser ditas

ainda que sejam sentidas até ao desespero das lágrimas

Essas pertencem ao coração e não à escrita.

[José Jorge Letria]

desde as 13.30 de ontem que não dizes nada… estavas a caminho do Algarve para uma semana de férias com ela… não consigo deixar de me preocupar…

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está? 
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar. 
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução. 
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha. 
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado. 
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar. 

Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'

domingo, 28 de agosto de 2011

estive contigo esta tarde... onde passei o tempo todo com vontade de chorar... estive varias vezes com as lagrimas nos olhos, e fiz um esforço enorme para não te deixar ver o meu sofrimento... agora, estou aqui no meio do nada parada... a chorar, sem conseguir parar... porque?

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

a resposta à pergunta de ontem, é não… não foste…

tenho inveja desses dias assim a vulso que tiram para estar juntos… tou farta de estar sozinha…

bah… quando será que me livro desta ansiedade?

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

desilusão gota a gota…

depois de na semana passada, andar bastante desiludida e com dificuldade em compreender porque é que as pessoas se tem que drogar ou beber até cair para se divertir… a resposta de hoje deixou-me sem palavras “se se limitassem era a fazer o trabalho deles!!!! …e metessem as patentes no rabo!”, tu não falavas assim :( tu não eras esta pessoa assim revoltada com tudo… eras diferente, eras um bocadinho como eu, se não podias mudar, não te afectava… mas agora “és do povo”, terás razão de queixa?

terça-feira, 9 de agosto de 2011

“é injusto teres sempre o tempo do teu lado.

ao contrário de mim, que vivo na ansiedade de todas as horas.

tento manter-me ocupado, buscando uma uma mulher quenão exista, senão para me trazer prazeres secretos. a mais excelsa das concubinas.

desejo ver-me através dos teus olhos.”

“Some things are just never meant to be, no matter how much we wish they were.”

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

passo a vida a fingir que está tudo bem… não sei quanto tempo aguento mais assim…